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Tudo, muito, bem.





As pessoas andam passando um Check-list para nos aceitar em seu meio. Seguir este padrão físico e psicológico é, segundo elas, a única e melhor forma de ser belo e de ser aceito.

Tudo bem, ter aquele corpo, ter aquela roupa, aquela coisa. Aquela cerejinha do bolo, que te deixa a pessoa mais apetitosa e que todos querem dar a vida para ter. Tudo bem aceitar estes padrões, ser regrado por eles, presos a ele.

Está tudo, muito, bem. 

Mas as melhores pessoas parecem fugir dos padrões, causar uma coceira na sociedade e se tornarem únicas. No físico, na mente, nos trejeitos.  A cereja não está no topo, mas escondidas por aqui e acolá.

E quebrar os padrões, ainda assim,  não muda o fato de que está bem.

Está tudo bem. Tudo muito, mais do que, bem.

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